| SUS recebe laser mais preciso para tratar retina |
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| Qua, 03 de Fevereiro de 2010 21:22 |
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O Hospital São Paulo, na capital, recebeu neste mês um novo aparelho de laser para tratar doenças de retina por meio de fotocoagulação personalizada --quando o médico consegue programar a aplicação do laser de acordo com o problema. A compra foi realizada em parceria com o Instituto da Visão da Unifesp Chamado de Pascal (laser de varredura padrão, na sigla em inglês), o equipamento é o primeiro na América Latina e está disponÃvel somente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Deve ser aplicado para tratar, principalmente, retinopatia diabética --doença ocular manifestada por alterações nos vasos sanguÃneos que circulam na região causadas pelo diabetes e principal causa de cegueira entre pessoas de 25 a 60 anos. É usado há dois anos em outras partes do mundo e é considerado um dos melhores tratamentos para esse problema. Em comparação com os aparelhos de laser disponÃveis no Brasil para tratar problemas dessa região do olho, o Pascal se mostra mais preciso e torna o tratamento mais rápido. "Esse novo laser é aplicado de maneira diferente na retina. Normalmente, a luz queima a região de maneira descontrolada; nesse caso, é possÃvel aplicá-la em pulsos curtos. Isso permite ao médico atuar sobre a retina sem destruir a área em volta, com menor difusão do calor e menos dor", afirma o oftalmologista Rubens Belfort Jr., presidente da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina e médico do Hospital São Paulo. Segundo Belfort, a dor e o incômodo durante o tratamento podem fazer com que o procedimento convencional seja interrompido, postergando o resultado final. "O indivÃduo vem, sente dor e, à s vezes, não conseguimos fazer os dois olhos no mesmo dia", diz. Em geral, são necessárias ao menos quatro sessões de laser convencional em cada olho para completar o tratamento contra retinopatia diabética. Com o novo aparelho, é possÃvel concluir a terapia em até duas sessões. "O aparelho custa três vezes mais do que outros [cerca de US$ 150 mil], mas o custo-benefÃcio compensa. Em 15 minutos, é possÃvel tratar o paciente sem dor", acrescenta Belfort. O aparelho deverá ser usado em mutirões de tratamento de diabetes ocular organizados pelo Hospital São Paulo. "Por ser mais preciso, trata de uma área toda do olho de maneira homogênea. É especialmente interessante em grandes serviços com volumes grandes de paciente. O tratamento é muito mais rápido e é possÃvel tratar muito mais gente", compara o oftalmologista Paulo Augusto de Arruda Mello Filho, especialista em retina e vÃtreo e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. O acesso ao tratamento com laser de Pascal é restrito somente a pacientes encaminhados pelo setor de oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). O hospital receberá ainda neste ano outro aparelho semelhante, programado para tratar glaucoma (doença relacionada à pressão ocular elevada), também de maneira mais precisa Fonte: Folha de S. Paulo |



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