| HGF fará implante de aparelho pelo SUS |
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| Ter, 02 de Fevereiro de 2010 15:52 |
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A expectativa é que o HGF realize 24 implantes cocleares por ano (dois por mês), ao custo de R$ 45,8 mil para cada paciente. O repasse do Ministério da Saúde cobre, além da cirurgia, o pré-operatório (exames, por exemplo) e a reabilitação (envolvendo também um fonoaudiólogo). João Deodato de Carvalho calcula que existam "mais de cem pacientes", atendidos pelo HGF, que necessitem do implante coclear. O hospital, considera, encaminhava "uma média de 40 pacientes por ano" para fazer o implante em outros estados. Desses, cerca de dez conseguiam, de fato, obter a cirurgia em centros especializados de Natal e São Paulo. Dispositivo João Deodato de Carvalho complementa: o equipamento é composto ainda por uma parte externa, que se fixa no couro cabeludo como um ímã. "Ela capta o som e filtra, transmitindo para a unidade interna, até a cóclea. A energia ativa o nervo auditivo. O cérebro recebe, então, essa energia e faz com que reconheça o som. Isso é que é vida: transformar energia em outro tipo de energia" A cirurgia pode durar entre duas e três horas e exige anestesia geral. Após a cicatrização, entre um mês e 40 dias, o aparelho é ativado. Então, começa a fase de (re)aprender a ouvir. "Para se colocar um implante não é brincadeira. Existe um processo de aquisição de um novo sentido e é preciso que haja um treinamento, no qual os fonoaudiólogos são fundamentais", ressalta João Deodato de Carvalho. Recuperação O perfil geral do paciente apto a fazer um implante coclear, identifica Carvalho, é aquele que ouvia e perdeu a audição - a perda pode ter sido provocada por doenças imunológicas, como lúpus e leucemia. "Acho que são os primeiros em quem vamos implantar", diz, considerando uma memória de sons que o cérebro pode preservar. A chefe do Setor de Fonoaudiologia do HGF acrescenta: existem dois tipos de candidatos ao implante coclear, "pacientes pré-lingual e pós-lingual. Os pré-linguais são crianças até três anos que não sabem falar e têm perda auditiva de severa a profunda. Já os pós-linguais sabem falar, mas têm perda auditiva progressiva ou súbita. O implante é uma grande qualidade de vida para o paciente que não consegue escutar", sublinha Emília Kelma. E-MAIS > Desde 2000, o Sistema Único de Saúde (SUS) banca a cirurgia de implante coclear. Há cerca de dois anos, o HGF tentava essa habilitação. Hoje, 16 unidades de saúde, no Brasil, realizam o implante pelo SUS. Estão distribuídas também no DF, na Bahia, em Pernambuco, no Rio Grande do Sul, no Rio Grande do Norte, em São Paulo e em Minas Gerais. Em 2009, foram realizados 417 implantes cocleares. > O implante se constitui em um equipamento computadorizado, colocado na parte interna do ouvido (precisamente, na cóclea, onde estão as células responsáveis por conduzir os estímulos sonoros ao cérebro), e outra parte externa, composta por um processador de fala, uma antena transmissora e um microfone para captar o som. > Após o implante, é necessário ativar os eletrodos e dar início a um processo de adaptação, em consultas fonoaudiológicas. Entre os cuidados, recomenda-se dormir com o ouvido operado para o lado de cima por 14 dias e não fazer esforço físico ou tomar sol por 30 dias. NÚMEROS 417 24 45 mil 30 Fonte: Ana Mary C. Cavalcante - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. |



O Hospital Geral de Fortaleza (HGF) se prepara para realizar o primeiro implante coclear bancado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A cirurgia, que insere um dispositivo na parte interna do ouvido, é um grande avanço na recuperação da audição
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